
A arte torna-nos infelizes.
Conscientes de um mundo real.
Mas infelizes.
Mostra-nos o transcendente,
o onírico,
o presente,
e um futuro utópico onde já não mora o original.
A arte torna-nos infelizes.
Conscientes de um mundo de dor.
Infelizes.
A arte prevalece sobre o homem,
é eterna,
sublime,
o homem não.
Inspiração divina,
acto de loucura,
só o artista saberá.
A arte torna-nos conscientes,
infelizes por saber que quanto mais se sabe,
menos se sabe,
Mas conscientes.
No fim prevalecerá o nada.
E só os animais serão felizes.
Nuno Fernandes
27 Abril 2010