terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Cinema Directo – Jean Rouch (Parte 1)

Cinema Directo – Jean Rouch
(Michel Marie)



Pequena Biografia:
Jean Rouch (Paris - 31 de Maio de 1917, Niger - 18 de Fevereiro de 2004), realizador e etnólogo francês, é um dos representantes e teóricos do cinema directo. Como cineasta e etnólogo, explora o documentário puro e a docuficção, criando um subgénero: a etnoficção.
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O conceito do «cinema directo» designa-se primeiro que tudo como uma nova técnica de gravar uma realidade pro-fílmica. Isto é, Cinema directo é uma designação que se confunde com cinema-verdade. Surge no final dos anos cinquenta e refere-se, na teoria e prática, a um género de documentário que se empenha em captar, sem fins didácticos ou de ilustração histórica (docudrama), a realidade tal e qual ela é, isto é, que procura reproduzir aquilo que na realidade acontece. É um cinema do real que, admitindo um certo grau de subjectividade enquanto forma de expressão, a procura ultrapassar pelo uso de técnicas que garantem a fiabilidade ao objecto ou evento reproduzidos pela câmara, instrumento tão rigoroso como, por exemplo, a fita métrica, usada para medir o tamanho de um determinado objecto. Assume-se, nas suas aplicações, como ferramenta científica ao serviço da verdade. Filmando o Homem, a máquina será um meio privilegiado ao serviço da antropologia, quer como instrumento de registo e de pesquisa quer como objecto de estudo naquilo que produz, na ficção ou no documentário.

1- A Nova Técnica
A designação refere-se em geral ao uso da câmara (incluindo, numa fase mais tardia à suas primeiras aplicações, o uso do som directo, sincronizado com a imagem) como um meio de registo estritamente mecânico e automático de uma realidade em curso, de modo a que ela possa ser vista como «a própria natureza, apreendida no facto». Sendo um meio mecânico de reprodução do visível, altamente aperfeiçoado, um «cine-olho» capaz de filtrar as interferências subjectivas, pode ser mais perfeito que o próprio olho humano e nessa condição ser usado para fazer descobertas. A máquina de filmar é vista como capaz de captar algo categoricamente diferente do olho que ela imita.
Em oposição ao cinema industrial, ficcional e espectacular, no caso do cinema directo a acção de filmar é nula devido ao estatuto anterior. Esta acção é porventura não pré-estruturada, ensaiada, etc. Mas é o acto de filmar a si mesmo que cria um evento fílmico. Directo é essencialmente usado num formato: 16mm.
Apareceu como um novo método de filmar datas primeiro que tudo, mesmo de antes de do uso massivo deste formato na televisão para certas categorias específicas de programas: Noticias de última hora, documentários, dramas, actividades juvenis, televisão educativa, busca da imagem e diversos programas.

Cinema Directo - Jean Rouch (Parte 2)

2- História

A visão teleológica da história do filme deve apressar a busca de precursores para os criadores do filme que, entre os anos 1958-62, aplicaram os métodos técnicos de reportagem para os temas do «documentário». É verdade que as teorias do realizador soviético Dziga Vertov fizeram com que o Kino-Eye e a Rdio-earare ecoassem nas declarações e nas práticas dos realizadores de filmes.
Para nos guiarmos com o cinema-directo nos anos 1958-62, sem voltar a nomes como o Lumiére e Feuillade, Vertov, Flaherty, Vigo, Rouquier, etc, nós podemos situar historicamente o cinema-directo à volta de três principais áreas: a O.N.F (Canadian Film BoardOffice National du Filme), a American School e a French Ethongraphic Cinema de Jean Rouch.

The Canadian Film Board: Instituição fundada e estruturada em 1939 pelo documentarista escocês John Grierson, esta escola tinha inicialmente a função de orientar a sua estética para os filmes de guerra.
Depois em 1945, tornou-se a única organização a produzir várias centenas de documentários, filmes etnográficos e sociais feitos em 16mm. Estes contribuíram para a formação de um grande número de realizadores, técnicos, operadores de câmara, operadores de som, também criando secções de animação e pesquisa.

The American School: A nível de filmes produzidos, e de pessoal técnico, que saíram desta escola americana, foram às centenas e tiveram grande importância no panorama do cinema nacional americano.

French Director: Jean Rouch: Rouch é o primeiro investigador etnólogo da National Center for Scientific Research. Ele começou a usar a câmara de filmar nos inícios de 1947 como instrumento de gravação. Todas as suas curtas-metragens entre os anos 1947 e 1954 eram trabalhos/documentos com intuito de uso científico.

Direct is really a manifestation of a new modality of voice recording in film.

(Pequeno video sobre a opinião que o realizador Jean Rouch tinha sobre o futuro da Antropologia Visual):

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Gracious Dreams - 1º Aniversário Blog

É verdade, já fez um ano que comecei aqui a minha aventura de desabafos,sonhos e desejos de tudo o que me faz viver e sonhar. Felizmente o feedback é positivo,os projectos foram muitos,e muitos ainda estaão a caminho, tudo contado obviamente neste meu cantinho.Que todos os anos sejam assim...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

As melhores Comédias Anos 80 (Parte 2)

Aqui fica a segunda e última parte da minha lista pessoal dos melhores filmes de comédia dos anos 80 segundo o meu gosto claro. Só queria destacar o filme Sozinho em Casa que já é de 1990, mas na minha opinião ainda está enquadrado neste tipo de comédias dos anos 80. Além do mais, este filme, foi o primeiro filme que vi num cinema (o velhinho já na altura, Cinema Santo António em Faro) por isso irá ser sempre um marco.

O Menino de Ouro (1986)
The Golden Child



Realização:
Michael Ritchie

Intérpretes:
Eddie Murphy, Charles Dance, Charlotte Lewis, Victor Wong


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Que Paródia de Natal (1989)
National Lampoon's Christmas Vacation



Realização:
Jeremiah S. Chechik

Intérpretes:
Chevy Chase, Beverly D'Angelo, Juliette Lewis, Julia Louis-Dreyfus


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Querida,Encolhi os Miúdos (1989)
Honey, I Shrunk the Kids



Realização:
Joe Johnston

Intérpretes
Rick Moranis, Matt Frewer, Marcia Strassman


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Sozinho em Casa (1990)
Home Alone



Realização:
Chris Columbus

Intérpretes:
Macaulay Culkin, Joe Pesci, Daniel Stern, Kieran Culkin, Hope Davis

Proposta - Realidade Cinema Português

Queria destacar com este post, aquilo que muito gente pensa acerca das prioridades para a cultura em Portugal, neste caso no cinema português. Pela voz do cineasta Luís Filipe Rocha:

A nível global deve haver aquilo que não sei se alguma vez existiu entre nós: uma política de fomento cultural, à semelhança da que existe na Economia, no Turismo,etc.
Deve haver também aquilo que está completamente por fazer em Portugal: um diálogo activo e profícuo entre o Ministério da Cultura e o Ministério da Educação, capaz de criar públicos no futuro.
Quanto ao Cinema, há que dizer que o sector atravessa umas das maiores crises[...]
O que tem a ver com a falta de dinamismo do ICAM e a sua incapacidade em promover uma acção profissionalizante e responsabilizante, preferindo gerir uma rotina miserabilista, através de uma lei mal redigida e não regulamentada, de júris, de compadrios e amiguismos, criando biombos paralisantes, como este último sobre a produção, que é de tal modo burocrático que se torna paralisante. Se o ICAM estabelecesse regras claras, as fiscalizasse e obrigasse a que fossem compridas, poderíamos ter o sector profissionalizado e uma pequena indústria de cinema e não o que temos: um amadorismo e luxo.


In Jornal Letras, 13 Fev.2008

terça-feira, 1 de dezembro de 2009